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Segunda, 06 de abril de 2026

Testemunha diz que Bernal atirou sem dar chance de defesa à vítima

Defesa alega legítima defesa, mas testemunha nega ameaça prévia.

25 de mar 2026 - 09h:58 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Renan Kubota

Uma testemunha do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, afirmou à Polícia Civil que o ex-prefeito Alcides Bernal chegou ao local já efetuando disparos, sem dar possibilidade de reação à vítima.

O crime ocorreu na tarde desta terça-feira (24), em Campo Grande, em uma residência localizada na Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados.

“Ele já chegou atirando”, diz testemunha

De acordo com o depoimento de um chaveiro de 69 anos, que acompanhava Mazzini, Bernal desceu da caminhonete com a arma em mãos e atirou diretamente contra o fiscal.

“Ele já chegou atirando. Não deu chance de defesa”, relatou à polícia.

A testemunha afirmou ainda que não houve discussão ou ameaça prévia por parte da vítima, contrariando a versão apresentada pelo ex-prefeito.

Disputa por imóvel antecedeu o crime

O imóvel onde ocorreu o crime pertencia anteriormente a Bernal, mas foi leiloado para pagamento de dívidas e arrematado por Mazzini, por cerca de R$ 3,7 milhões.

No momento do crime, a vítima estava no local acompanhada do chaveiro para tentar acessar a residência. Dentro da caminhonete de Mazzini, foi encontrada uma notificação extrajudicial que determinava prazo de 30 dias para desocupação do imóvel — já vencido.

Versão de Bernal

Em depoimento, Bernal alegou ter agido em legítima defesa:

“Eu entrei e vi pessoas arrombando a porta. Um deles veio para cima de mim. Eu me senti ameaçado e atirei.”

O ex-prefeito afirmou que não teve intenção de matar e que tentou atingir a perna da vítima. No entanto, Mazzini foi atingido por dois tiros no peito e morreu no local.

Situação do caso

Bernal foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (25).

Após o interrogatório, ele foi encaminhado para uma cela especial em presídio militar, por possuir formação em Direito.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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