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Sábado, 25 de abril de 2026

Casos com alunos armados expõem impacto do bullying em escola da Capital

Ocorrências em sequência envolveram estudantes com faca e canivete dentro de unidade escolar.

25 de abr 2026 - 08h:08 Créditos: Redação com informações do Top Mídia News
Crédito: Reprodução Maps

Dois episódios registrados na mesma semana dentro da Escola Estadual Padre José Scampini, no bairro Coophavilla II, em Campo Grande, levantaram preocupação sobre a escalada da violência no ambiente escolar e o papel do bullying nesses casos.

De acordo com relato de um profissional que preferiu não se identificar, a Polícia Militar foi acionada duas vezes em um intervalo de três dias para atender ocorrências envolvendo alunos com objetos cortantes.

O primeiro caso aconteceu na terça-feira (14), no período da tarde, quando um estudante entrou na escola com uma faca. Já na quinta-feira (16), pela manhã, outro aluno foi flagrado com um canivete dentro da sala de aula.

No segundo episódio, o estudante só foi descoberto após publicar nas redes sociais que estava com o objeto. A direção acionou a Polícia Militar, que foi até a escola e abordou o aluno em sala, onde ele entregou o canivete após conversa com os policiais.

Segundo o professor, o próprio estudante afirmou que carregava o objeto para se defender de situações de bullying que vinha sofrendo dentro da escola. “Essas situações não surgem do nada. Muitas vezes são resultado de conflitos e agressões que começam de forma verbal e acabam evoluindo”, relatou.

O aluno foi encaminhado à delegacia e recebeu transferência compulsória da escola. Já o estudante apontado como autor das provocações também foi orientado a deixar a unidade, mas ainda não teria formalizado a saída.

Os dois casos em sequência aumentaram a sensação de insegurança entre pais e alunos, que procuraram a escola em busca de explicações e medidas para evitar novos episódios.

Para o professor, apesar de a unidade ter perfil considerado tranquilo e receber estudantes de diferentes regiões, o bullying segue como um dos principais gatilhos para situações de violência. “O bullying acontece em qualquer escola, seja pública ou privada. Não depende da classe social. E, quando não é tratado, pode gerar consequências graves e até mortes”, afirmou.

Ele também destacou que, embora existam diretrizes no calendário escolar para trabalhar temas como respeito e convivência, ainda não houve neste ano uma ação específica voltada ao combate ao bullying na unidade. As abordagens têm ocorrido de forma pontual, por meio de conversas em sala de aula.

O denunciante ressaltou ainda que o enfrentamento da violência não deve ser responsabilidade exclusiva da escola. “Os alunos passam grande parte do tempo com a família. Se não houver acompanhamento e orientação em casa, o problema não se resolve só dentro da escola”, disse.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul detalhou que acompanhou as situações no colégio. Confira na íntegra:

"A SED, por intermédio da Coordenadoria-Geral de Inteligência e Segurança Escolar, acompanhou os dois casos, bem como o cumprimento dos protocolos previstos na Rede Estadual de Ensino, desde registro em ata até a chamada da Ronda Escolar. Além disso, conforme orientação da Coordenadoria de Gestão Escolar, a direção da unidade realizou a chamada dos pais/responsáveis dos estudantes envolvidos para a devida aplicação das sanções previstas em Regimento Escolar".

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