Crédito: Reprodução/Agência Brasil A Argentina confirmou um novo caso de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP), subtipo H5, em aves comerciais. O foco foi identificado na cidade de Lobos, na província de Buenos Aires, conforme informou o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa). O diagnóstico foi validado pelo Laboratório Nacional localizado em Martínez após análise de amostras coletadas em uma granja de reprodutores pesados.
Com a confirmação, as autoridades sanitárias ativaram imediatamente o protocolo de emergência, que inclui interdição da propriedade, criação de uma zona de controle sanitário e adoção de medidas rigorosas de biossegurança. Entre as ações previstas estão restrição de circulação, monitoramento epidemiológico e rastreamento de possíveis contatos com o vírus.
O Senasa também supervisionará o despovoamento da granja afetada, seguido pela destinação adequada das aves e desinfecção completa das instalações, com o objetivo de conter a disseminação da doença.
A confirmação do primeiro foco comercial, registrada na localidade de Ranchos no início da semana, resultou na perda do status sanitário da Argentina como país livre da doença perante a Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). Como consequência, parte das exportações avícolas foi suspensa para mercados que condicionam o comércio a essa certificação.
Apesar disso, o impacto econômico atual é considerado menor em comparação às crises sanitárias registradas em 2023 e 2025. Graças a acordos bilaterais firmados recentemente, o país mantém acesso comercial a mais de 35 mercados internacionais, mesmo com restrições aplicadas à carne fresca em cerca de 40 destinos — número significativamente inferior ao observado em episódios anteriores.
Caso não sejam registrados novos focos em granjas comerciais, a Argentina poderá recuperar o status sanitário junto à OMSA após 28 dias da conclusão do abate sanitário e da desinfecção da unidade afetada.
As autoridades reforçaram orientações aos produtores para intensificar protocolos de higiene, fortalecer barreiras sanitárias e evitar o contato entre aves domésticas e espécies silvestres, consideradas importantes vetores de transmissão.



