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Domingo, 22 de março de 2026

Saída de Haddad da Fazenda depende de viagem de Lula aos EUA

Ministro aguarda definição sobre reunião com Trump para estabelecer data de desligamento.

26 de fev 2026 - 09h:59 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A eventual saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do governo federal deverá ser definida após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para esta quinta-feira (26). Segundo o próprio ministro, a permanência no cargo está diretamente ligada à possível viagem presidencial aos Estados Unidos, onde Lula pode se reunir com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Em declaração à imprensa, Haddad afirmou que a definição do cronograma de desligamento dependerá de sua participação — ou não — na comitiva oficial. A expectativa é que o encontro bilateral entre os líderes ocorra entre os dias 15 e 20 de março, embora a agenda ainda não tenha confirmação oficial.

O ministro já sinaliza desde o fim de 2025 a intenção de deixar a pasta para colaborar com a estratégia política voltada à reeleição do presidente. Inicialmente prevista para fevereiro, a saída deve ocorrer apenas em meados de março, conforme o andamento das agendas internacionais e compromissos internos do governo.

Antes de deixar o cargo, Haddad pretende finalizar estudos considerados prioritários pela equipe econômica. Entre eles estão propostas de financiamento para a implementação da tarifa zero no transporte público e a regulamentação da tributação sobre criptoativos, com previsão de apresentação até abril.

Possível sucessão

Nos bastidores do governo, o nome mais cotado para assumir o Ministério da Fazenda é o do atual secretário-executivo, Dario Durigan. Caso a mudança seja confirmada, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deve ocupar a secretaria-executiva da pasta.

Apesar de negar publicamente interesse eleitoral, Haddad enfrenta pressão interna dentro do PT para disputar cargos nas eleições futuras, incluindo o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado. O ministro, contudo, mantém o discurso de que não pretende concorrer neste momento.

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