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Sábado, 11 de abril de 2026

Trump minimiza impacto da guerra com Irã apesar da alta do petróleo

Presidente afirma que mercado reagiu melhor do que o previsto.

26 de mar 2026 - 17h:51 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Chip Somodevilla Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta quinta-feira (26) os impactos econômicos da guerra com o Irã, apesar da alta nos preços do petróleo e da instabilidade no mercado internacional.

Em declaração, Trump afirmou que esperava efeitos mais severos. “Francamente, achei que os preços do petróleo subiriam mais e que o mercado de ações cairia mais. Não foi nem de perto tão severo quanto eu imaginava”, disse.

Segundo o republicano, a reação moderada dos mercados demonstra confiança na condução do governo norte-americano, mesmo diante do cenário de tensão no Oriente Médio.

Apesar do discurso otimista, indicadores econômicos apontam pressão crescente. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina já se aproxima de US$ 4 por galão, cotado a US$ 3,981 — cerca de US$ 1 a mais em relação ao mês anterior.

No cenário internacional, o mercado de petróleo segue volátil. Após uma breve queda impulsionada por expectativas de avanço diplomático, os preços voltaram a subir com força diante do fracasso nas negociações entre Washington e Teerã.

Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o barril do tipo WTI avançava 3,76%, sendo negociado a US$ 93,72. Já o Brent, principal referência global, subia 3,77% e ultrapassava os US$ 100, refletindo o aumento das incertezas no fornecimento mundial.

O impasse diplomático elevou o risco de escalada militar. De acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos chegaram a apresentar um plano com 15 pontos para encerrar o conflito, incluindo restrições ao programa nuclear iraniano e suspensão de sanções. A proposta, no entanto, foi rejeitada por Teerã.

A tensão aumentou ainda mais após a morte de um comandante da Guarda Revolucionária iraniana em um ataque recente, ampliando o temor de novos confrontos.

Outro ponto crítico é o Estreito de Ormuz, região estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Sob influência iraniana, a área tem registrado restrições e ataques a embarcações, aumentando o risco de interrupções no fluxo global de energia.

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