A Coreia do Norte realizou, nesta terça-feira (27), o lançamento de ao menos um míssil balístico em direção ao Mar do Japão. A ação foi detectada tanto pelo Ministério da Defesa do Japão quanto pelo Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, elevando novamente a tensão na região.
O disparo ocorre após Pyongyang ameaçar reagir a supostos voos de drones de vigilância sul-coreanos que teriam cruzado a fronteira entre os dois países. Segundo autoridades norte-coreanas, os episódios teriam ocorrido em setembro do ano passado e no início de janeiro. A Coreia do Sul nega qualquer operação militar do tipo e informou que abriu investigação para apurar se civis estariam envolvidos no envio dos equipamentos.
Este é o segundo teste de armamento realizado pela Coreia do Norte apenas neste mês. No início de janeiro, o país já havia lançado uma série de mísseis antes da viagem do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, à China, onde participou de uma reunião de cúpula.
Nos últimos anos, Pyongyang tem intensificado seus testes militares. Especialistas avaliam que o regime busca aprimorar a precisão e a capacidade de seus mísseis como resposta às políticas adotadas pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul, além de testar armamentos com potencial de exportação para a Rússia.
A escalada ocorre às vésperas de um importante congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, previsto para as próximas semanas — o primeiro em cinco anos. Antes do encontro, o líder Kim Jong Un determinou a ampliação e modernização da produção de mísseis do país.
Recentemente, o regime anunciou testes com mísseis hipersônicos e, em dezembro, divulgou lançamentos de mísseis de cruzeiro estratégicos de longo alcance e novos sistemas antiaéreos. Imagens oficiais também revelaram o avanço na construção do primeiro submarino de propulsão nuclear da Coreia do Norte.



