Crédito: Reprodução A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um homem a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais cometidos contra a companheira e os filhos ao longo de aproximadamente duas décadas, em Campo Grande.
A condenação foi obtida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça, após investigação que apontou um ciclo contínuo de violência iniciado em 2005 e encerrado apenas em abril de 2025, no bairro Jardim Colibri.
Segundo o processo, a vítima foi submetida a agressões físicas severas, abusos sexuais e torturas praticadas com objetos como martelo, mangueira e raquete elétrica. Além da violência física, o agressor mantinha controle rigoroso sobre a família, utilizando câmeras de vigilância, isolamento social e ameaças constantes para intimidar as vítimas.
A sentença reconheceu episódios de estupro de vulnerável, ocorridos quando a vítima estava em estado de vulnerabilidade, e estupro mediante violência, caracterizados como parte de um padrão contínuo de dominação e coerção dentro do relacionamento.
As filhas do casal também foram consideradas vítimas, em razão da violência psicológica sofrida ao longo dos anos. De acordo com os autos, elas enfrentaram ameaças, castigos humilhantes e desenvolveram sequelas emocionais, incluindo crises de ansiedade e medo constante.
A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande. A juíza responsável destacou a gravidade dos crimes, a longa duração das agressões e o elevado sofrimento imposto às vítimas. O réu deverá cumprir a pena em regime inicial fechado, além do pagamento de multa.



