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Sábado, 28 de março de 2026

Servidor denuncia sobrecarga e riscos à segurança em unidade prisional de MS

Denúncia foi encaminhada ao Ministério Público e à Corregedoria da Agepen.

27 de mar 2026 - 17h:45 Créditos: Redação com informações do Campo Grande News
Crédito: Agepen

O Estabelecimento Penal de Bataguassu, localizado a cerca de 310 quilômetros de Campo Grande, enfrenta uma situação considerada crítica devido ao baixo efetivo de policiais penais. A denúncia, feita por um servidor da unidade, aponta que apenas três agentes são responsáveis pela custódia de aproximadamente 140 detentos.

De acordo com o relato, a sobrecarga de trabalho compromete a segurança tanto dos servidores quanto dos internos. Em alguns períodos, especialmente no plantão noturno, o número de policiais penais pode cair para apenas dois profissionais.

O documento, que foi encaminhado ao Ministério Público Estadual e à Corregedoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), também destaca falhas operacionais e estruturais. Entre elas, a condução de presos com equipe reduzida e a falta de condições adequadas de vigilância.

Outro ponto citado é a situação de um galpão dentro da unidade, onde detentos realizam atividades de costura. Segundo o servidor, apenas um policial penal seria responsável pela custódia dos internos no local, o que aumentaria os riscos.

Além das questões operacionais, o denunciante relata ter sofrido perseguição administrativa após solicitar remanejamento por motivos de saúde. Um dos pedidos, conforme o documento, teria sido retirado do sistema interno, impedindo sua análise.

Também foram apontadas possíveis retaliações após o servidor alertar sobre problemas mecânicos em uma viatura utilizada pela unidade.

Em nota, a Agepen informou que o presídio de Bataguassu é destinado a internos de menor grau de periculosidade, conforme critérios técnicos de classificação penal. Sobre o efetivo reduzido, o órgão afirmou que o reforço é realizado por meio de horas extras dos policiais penais.

Quanto ao trabalho no galpão de costura, a agência declarou que os detentos permanecem em espaço fechado e seguro, sendo monitorados externamente, sem contato direto com os agentes.

O caso segue sob análise dos órgãos competentes.

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