Em meio ao avanço da chikungunya, o secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, afirmou nesta segunda-feira (27) que aguarda o envio de novas doses de vacina por parte do Ministério da Saúde. Municípios como Dourados e Itaporã já iniciaram a aplicação.
“As vacinas estão sendo fornecidas pelo Ministério da Saúde. Então, depende do ministério nos oferecer [mais doses]”, declarou o secretário durante evento realizado em Hospital de Câncer Alfredo Abrão.
Simões destacou que a Secretaria Estadual de Saúde tem ampliado a capacitação das equipes para atendimento e avalia que o pior momento da curva de crescimento pode ter ficado para trás, embora o Estado ainda esteja no pico da doença.
Em menos de quatro meses, Mato Grosso do Sul já contabiliza cerca de 7,5 mil casos prováveis de chikungunya, número que corresponde a 54,3% de todos os registros feitos ao longo de 2025. A doença já atinge 18 municípios do Estado.
O cenário atual supera até mesmo o acumulado de uma década: entre 2015 e 2024, foram registrados 7.143 casos. Só em 2025, o total chegou a 14.148 notificações, evidenciando a escalada da doença nos últimos anos.
As mortes também preocupam. Em 2026, já são 13 óbitos confirmados, o equivalente a 70,6% de todas as mortes registradas em 2025. Os casos fatais estão concentrados em cidades como Dourados, Jardim, Bonito e Fátima do Sul.
Atualmente, Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de incidência da doença, com 259,4 casos por 100 mil habitantes — mais de 17 vezes a média brasileira.
A chikungunya é causada pelo vírus CHIKV e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas incluem febre alta e dores intensas nas articulações, que podem persistir por longos períodos e, em alguns casos, se tornar crônicas.
Além das dores, a doença pode provocar complicações graves, como problemas neurológicos e cardiovasculares. Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico. O diagnóstico e os exames estão disponíveis pelo SUS.



