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Quinta, 29 de janeiro de 2026

Gleisi diz que Lula foi informado sobre contratos privados de Lewandowski

Ministra aponta que investigações ocorreram durante gestão Lula

28 de jan 2026 - 14h:39 Créditos: Redação, com informações do Midiamax
Crédito: Sérgio Lima

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira (28) que o então futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, comunicou previamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre suas atividades profissionais na iniciativa privada antes de assumir o cargo no governo federal.

Segundo Gleisi, Lewandowski mantinha contratos de consultoria, entre eles um vínculo com o Banco Master. A ministra, no entanto, destacou que não pode afirmar se o nome da instituição foi citado de forma específica durante a conversa com o presidente, mas reforçou que Lula foi informado sobre a existência das atividades privadas.

De acordo com a ministra, ao ser convidado para integrar o governo, Lewandowski adotou todas as providências exigidas pela legislação. Isso incluiu o encerramento de contratos de consultoria e o afastamento de atividades ligadas a escritório de advocacia, garantindo, segundo ela, plena conformidade legal para assumir a função pública.

Durante conversa com jornalistas, Gleisi chegou a afirmar que o governo tinha conhecimento das prestações de serviço do ex-ministro ao Banco Master, mas posteriormente esclareceu que a informação partiu do próprio Lewandowski, que alertou o presidente sobre seus vínculos profissionais anteriores.

A ministra também sustentou que as investigações relacionadas ao Banco Master não foram ocultadas pelo atual governo. Pelo contrário, ressaltou que os fatos vieram à tona e passaram a ser apurados durante a gestão Lula, destacando que a Polícia Federal, sob o comando de Lewandowski, conduziu as investigações.

Gleisi ainda minimizou a repercussão de um encontro entre o presidente Lula e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ocorrido em dezembro de 2024. Segundo ela, reuniões com representantes do sistema financeiro fazem parte da rotina institucional do presidente.

Ao comentar críticas da oposição, a ministra afirmou que adversários políticos teriam mais explicações a oferecer sobre o caso. Ela citou investimentos de fundos de pensão ligados a governos estaduais comandados por partidos de direita e mencionou doações eleitorais feitas por familiares de Vorcaro a campanhas de políticos da oposição, como Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

Para Gleisi, os vínculos mais diretos com o Banco Master estariam fora do governo federal, reforçando que a apuração dos fatos segue critérios técnicos e legais.

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