Crédito: Divulgação A Polícia Civil avançou nas investigações sobre a morte de Tiago Machado da Silva, de 37 anos, cujo corpo foi localizado no dia 21 de janeiro em uma área rural de Aral Moreira, no sul de Mato Grosso do Sul. Morador do distrito de Bocajá, em Laguna Carapã, Tiago estava desaparecido desde o dia 11 e foi encontrado em estágio avançado de decomposição.
Durante coletiva realizada nesta terça-feira (27), a polícia confirmou a identificação dos suspeitos e detalhou a dinâmica do crime, que teria sido motivado por um desentendimento banal envolvendo o furto de uma caixa de som. A execução foi feita com uma pistola calibre 9 milímetros, arma de uso restrito. O armamento e uma caminhonete ligada ao crime já foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
Familiares relataram que Tiago tinha deficiência intelectual, enfrentava problemas com alcoolismo e costumava circular pelo distrito, mas nunca havia ficado tanto tempo fora de casa. O desaparecimento foi oficialmente comunicado três dias após ele não retornar à residência.
Conforme a investigação, um dos suspeitos procurou espontaneamente a delegacia de Ponta Porã e admitiu parte da participação no crime. O segundo investigado negou ter conhecimento da intenção homicida. A polícia também apura a possível participação de uma mulher, namorada de um dos envolvidos, que pode ter influenciado a ação criminosa, apesar do relacionamento recente.
Execução e ocultação do corpo
As apurações indicam que Tiago foi visto pela última vez na tarde de domingo (11), após aceitar uma carona oferecida por um dos suspeitos, sob o pretexto de ir até uma fazenda da região. A partir desse momento, ele não foi mais localizado.
Em depoimentos iniciais, o suspeito e a namorada apresentaram versões semelhantes, o que levantou a suspeita de combinação de relatos. A linha investigativa ganhou força após a confirmação de que, no dia anterior ao desaparecimento, Tiago teria furtado uma caixa de som de uma conveniência pertencente à companheira de um dos investigados.
Diante dos indícios, o Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados assumiu o caso e realizou diligências no distrito de Bocajá, onde confirmou o furto e ouviu testemunhas. As investigações levaram a dois trabalhadores rurais que atuavam em propriedades da região.
Segundo o delegado Lucas Veppo, foi identificado que uma caminhonete utilizada por um dos suspeitos circulou até o município de Amambai, possivelmente para dar suporte logístico após o crime.
Um dos envolvidos confessou que esteve presente quando Tiago foi induzido a entrar no veículo, levado até uma estrada vicinal e morto com três tiros — dois na cabeça e um no peito. Em seguida, o corpo foi descartado em uma vala e coberto com uma caçamba de areia. A perícia foi realizada por equipes de Ponta Porã, com apoio do Corpo de Bombeiros.
O caso segue sob investigação para o completo esclarecimento das responsabilidades.



