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Sábado, 28 de março de 2026

Criança é agredida com xícara por aluno mais velho em colégio de Campo Grande

Família registrou ocorrência e teme novos episódios; Conselho Tutelar acompanha o caso.

28 de mar 2026 - 11h:16 Créditos: Redação com informações do MidiaMax
Crédito: Reprodução MidiaMax

Um aluno de 10 anos foi agredido com golpes de uma xícara de porcelana por um estudante mais velho dentro de um colégio particular na região norte de Campo Grande. O caso ocorreu no dia 10 de março e foi registrado pelo pai da vítima.

De acordo com o boletim de ocorrência, os alunos participavam de uma atividade de tênis de mesa quando, após sucessivas derrotas, o estudante do 1º ano do ensino médio passou a agir com agressividade. Ele teria perseguido o garoto pelos corredores da escola antes de pegar uma caneca de porcelana e desferir cerca de cinco golpes contra a vítima, atingindo principalmente o peito e as costas.

A agressão foi interrompida por funcionários da instituição e por pais que estavam no local. O menino foi levado para atendimento médico e, no dia seguinte, passou por exame de corpo de delito.

O pai relatou que só tomou conhecimento do ocorrido ao buscar o filho na escola, quando o encontrou na sala da direção. Posteriormente, ele retornou à instituição em busca de esclarecimentos, mas não conseguiu atendimento naquele momento.

Além do registro policial, o responsável também procurou o 2º Conselho Tutelar da Região Norte, que informou que irá apurar a situação junto à escola. A família demonstrou preocupação com a possibilidade de novos episódios de violência.

Segundo o boletim, o pai também questiona quais medidas vêm sendo adotadas pela instituição, já que recebeu a informação de que o aluno agressor teria Transtorno do Espectro Autista (TEA) e histórico de outros episódios de agressão. Ele afirma não ter sido informado sobre acompanhamento especializado ou estratégias de prevenção adotadas pela escola.

Após o caso, a direção informou que um monitor será designado para acompanhar os alunos durante os intervalos.

O que diz o colégio

Em nota ao Jornal Mídia Max, a instituição afirmou que não pode divulgar informações específicas sobre os envolvidos, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A escola destacou ainda que mantém protocolos de acompanhamento para alunos neurodivergentes, com profissionais capacitados e estratégias pedagógicas voltadas à inclusão. Também afirmou que possui normas internas para mediação de conflitos e reforçou o compromisso com a segurança no ambiente escolar.

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