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Domingo, 03 de maio de 2026

Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz e encerrar conflito com os EUA

Plano prevê cessar-fogo e retomada do fluxo no estreito, enquanto negociações nucleares ficariam para uma etapa posterior.

28 de abr 2026 - 13h:57 Créditos: Redação com informações do Folha de Campo Grande
Crédito: Reprodução

O Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito no Oriente Médio, em meio a um impasse diplomático e divergências internas na liderança iraniana. A iniciativa prevê a separação das negociações, deixando o debate sobre o programa nuclear para uma etapa posterior.

De acordo com informações divulgadas pelo site Axios, a proposta foi enviada por meio de mediadores do Paquistão e inclui a possibilidade de um cessar-fogo prolongado ou até mesmo o fim permanente das hostilidades. O objetivo seria destravar um acordo mais rápido, priorizando a normalização do fluxo marítimo no estreito, estratégico para o transporte global de combustíveis.

A Casa Branca confirmou que a proposta está sendo analisada. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com conselheiros de segurança para discutir os termos enviados por Teerã. Apesar disso, o governo norte-americano ainda não sinalizou se aceitará o formato apresentado.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a proposta é melhor do que o esperado, mas levantou dúvidas sobre sua credibilidade, ressaltando a necessidade de garantias de que o Irã não desenvolva armas nucleares.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, atribuiu aos Estados Unidos o fracasso de negociações anteriores, citando exigências consideradas excessivas. Em visita à Rússia, ele reforçou que o país busca garantias de segurança antes de avançar em qualquer acordo.

Enquanto isso, o cenário no Golfo segue tenso. O Parlamento iraniano discute medidas para ampliar o controle sobre o Estreito de Ormuz, incluindo restrições à passagem de embarcações e mudanças nas regras de cobrança pelo uso da via.

Apesar dos esforços diplomáticos, a guerra iniciada após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, continua impactando a região, com milhares de mortos e reflexos na economia global.

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