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Quarta, 29 de abril de 2026

Justiça solta advogados investigados em fraude de remédios contra câncer em MS

Decisão negou prorrogação da prisão temporária de cinco investigados; operação apura esquema que teria causado prejuízos aos cofres públicos e riscos à saúde de pacientes.

28 de abr 2026 - 16h:42 Créditos: Redação com informações do Top Mídia News
Crédito: Reprodução Instagram e Gabriel do Carmo

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a soltura de cinco investigados presos durante a Operação Oncojuris, que apura fraudes na aquisição de medicamentos, especialmente oncológicos, em Campo Grande. A decisão, cumprida nesta segunda-feira (27), negou o pedido de prorrogação da prisão temporária dos envolvidos.

Entre os liberados estão os advogados Altair Malhada e Victor Guilherme Lezo. A defesa de Malhada afirmou que a Justiça reconheceu que não havia necessidade de manter a prisão, destacando que os investigados são réus primários e não interferiram na produção de provas, sendo suficientes medidas cautelares alternativas.

A operação foi conduzida pelo DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e contou com apoio de órgãos como o Ministério Público, Defensoria Pública, Vigilância Sanitária e Receita Federal. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada, dividido em núcleos com funções específicas. Um dos braços do esquema seria responsável por direcionar orçamentos e dar aparência de legalidade a ações judiciais, enquanto outro atuava para inserir empresas investigadas nos processos.

Também foram identificadas empresas que, segundo a polícia, funcionavam como intermediárias para emissão de notas fiscais e recebimento de valores públicos, mesmo sem estrutura adequada para fornecer medicamentos. Além disso, assessorias de importação teriam adquirido remédios no exterior por valores inferiores aos cobrados do poder público.

De acordo com a apuração, após decisões judiciais que determinavam o fornecimento dos medicamentos, grande parte dos recursos era retida sob justificativa de serviços, sendo apenas uma parcela utilizada na compra efetiva dos produtos.

Há ainda indícios de fornecimento de medicamentos sem registro na autoridade sanitária, com falhas na documentação, transporte e armazenamento, o que pode representar riscos à saúde dos pacientes. As investigações tiveram início em setembro de 2025, após denúncia apresentada pelo Núcleo de Atenção à Saúde da Defensoria Pública.

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