O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando possíveis opções militares contra o Irã, enquanto reforça a presença de forças navais na região do Oriente Médio, em meio a uma escalada de tensões gerada pela repressão violenta aos protestos no país persa.
Na última semana, o grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln foi deslocado para águas próximas ao Golfo Pérsico e ao Golfo de Omã, com o objetivo de manter uma postura de pressão e prontidão diante de Teerã. Autoridades militares dos EUA afirmam que a presença reforçada de navios e outros ativos serve tanto para dissuadir ações iranianas contra interesses norte-americanos quanto para ampliar as opções do governo frente à crise.
A movimentação ocorre em um momento de forte tensão interna no Irã, onde protestos contra o regime deixaram milhares de mortos nas últimas semanas, segundo fontes internacionais. Trump tem dito que monitora a situação e que medidas — incluindo potenciais ataques — estão sendo seriamente consideradas pelas forças armadas norte-americanas.
Especialistas ouvidos por veículos internacionais destacam que uma eventual intervenção militar em solo iraniano seria complexa, especialmente se comparada a operações em outros países, tanto pela geografia quanto pela robustez do sistema de defesa iraniano. Analistas mencionam que, mesmo com um posicionamento poderoso de porta-aviões e caças, qualquer ofensiva direta teria riscos elevados de escalada regional.
O posicionamento dos Estados Unidos também está ligado à importância estratégica do Estreito de Hormuz, por onde passa grande parte do petróleo exportado mundialmente. O governo de Trump já advertiu que reagirá firmemente caso o Irã tente fechar ou restringir o tráfego na região, uma ação que poderia desestabilizar mercados energéticos globais.
Até o momento, não houve confirmação oficial de que uma ação militar imediata tenha sido ordenada, mas a manutenção da presença de forças navais no Oriente Médio e a contínua avaliação de “opções fortes” pelo governo norte-americano são vistos por diplomatas como sinais de uma estratégia de pressão contínua.



