Crédito: Reprodução Um casal de turistas de Mato Grosso afirma ter sido vítima de agressões por comerciantes na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, após um desentendimento envolvendo o valor cobrado pelo aluguel de cadeiras. Segundo os relatos, a confusão terminou em violência e deixou ambos feridos.
Os empresários Cleiton Zanatta e Johnny Andrade estavam passando férias de fim de ano no litoral pernambucano quando foram abordados por um vendedor oferecendo cadeiras de praia. Após utilizarem o serviço, o casal foi surpreendido com um valor quase duas vezes maior do que o combinado inicialmente.
De acordo com Johnny, ao questionar a cobrança, a situação saiu do controle. Ele afirma que um dos comerciantes arremessou uma cadeira contra ele e, em seguida, vários homens passaram a agredi-los. “Quando percebi, já tinha muita gente em cima da gente. Eram mais de dez pessoas batendo”, relatou. Cleiton conseguiu fugir, enquanto Johnny continuou sendo agredido.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, Johnny aparece com o rosto inchado e diversos hematomas pelo corpo. Ele afirma que sofreu socos e chutes e que só conseguiu escapar após a intervenção de salva-vidas, que o colocaram junto ao companheiro na viatura do Corpo de Bombeiros. Mesmo assim, outros homens teriam tentado continuar as agressões ao redor do veículo.
O casal também criticou a falta de policiamento no local e as condições do atendimento médico recebido. Segundo eles, a estrutura da cidade não estaria preparada para receber o grande número de turistas. Ambos afirmaram que pretendem processar a Prefeitura de Ipojuca e o Governo de Pernambuco.
Em nota, a Prefeitura de Ipojuca informou que lamenta o ocorrido e repudiou qualquer ato de violência. A administração municipal afirmou que equipes da Guarda Municipal e salva-vidas atuaram rapidamente para conter a situação e que os órgãos competentes já investigam o caso.
A prefeitura destacou ainda que vem realizando ações de ordenamento da orla, como fiscalização, recadastramento de ambulantes e entrega de crachás com QR Code para identificação dos trabalhadores.
Até o fechamento da matéria, o Governo do Estado e a Secretaria de Defesa Social não haviam se manifestado sobre o caso.



