Crédito: Reprodução Top Mídia News Um paciente em surto psiquiátrico teria sido agredido durante transferência entre unidades de saúde em Campo Grande, conforme denúncia feita pela família. O caso aconteceu no domingo (27).
Segundo relato da mãe, o jovem é diagnosticado com transtorno afetivo bipolar, estava internado desde o dia 22 de abril e havia passado por atendimento no Centro Regional de Saúde (CRS) Nova Bahia e no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Vila Margarida. As unidades, no entanto, não teriam estrutura para atender o caso, sendo necessária a transferência para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul após avaliação médica e decisão judicial.
A família informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para realizar o transporte e solicitou apoio do Corpo de Bombeiros para auxiliar na remoção do paciente da cama até a maca. Após algumas horas de espera, um militar participou do procedimento.
De acordo com a mãe, o jovem não apresentou resistência durante a remoção. Porém, já dentro da ambulância, ele passou a gritar e pedir socorro. Ao entrar na viatura, ela encontrou o filho chorando, com sangramento no nariz, afirmando que havia levado um soco.
Ainda conforme o relato, o paciente apontou como possível agressor um homem com uniforme bege, identificado como integrante do Corpo de Bombeiros.
A mãe afirmou que questionou os profissionais do Samu que estavam na ambulância, mas não obteve confirmação ou explicação sobre o ocorrido. Segundo ela, os socorristas informaram que não seriam responsáveis pela situação.
A família também aponta possível omissão, alegando que a agressão não foi registrada nem comunicada oficialmente.
Após o episódio, o paciente foi encaminhado ao Hospital Regional, onde segue internado na área vermelha. Conforme a família, o estado de saúde dele teria piorado após o ocorrido durante a transferência.
Diante da situação, a mãe informou que registrou denúncia junto à corporação e procurou a Corregedoria do Corpo de Bombeiros. Um boletim de ocorrência também está sendo elaborado para apurar os fatos, incluindo a forma como foi feita a contenção do paciente.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde e o Corpo de Bombeiros, mas não houve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestações.



