Crédito: Reprodução/Redes Sociais A Prefeitura de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, determinou a interdição temporária da barraca envolvida na agressão a um casal de turistas em Porto de Galinhas. A medida, válida por sete dias, foi anunciada dois dias após o episódio ocorrido no último sábado (27).
Além da suspensão das atividades do estabelecimento, o município solicitou o afastamento preventivo dos garçons e funcionários que atuavam no local durante a confusão. A decisão foi tomada após repercussão do caso, que envolve denúncias de violência física e possível motivação homofóbica.
As vítimas, os empresários Cleiton Zanatta e Johnny Andrade, moradores do Mato Grosso, relataram que a agressão começou após uma divergência sobre o valor cobrado pelo aluguel de cadeiras de praia. Segundo eles, o preço apresentado no momento do pagamento era quase o dobro do combinado inicialmente.
De acordo com o casal, após a discussão, um dos comerciantes teria arremessado uma cadeira contra Johnny, dando início a uma sequência de agressões que teria envolvido cerca de 30 pessoas. Eles afirmam ainda que foram alvo de ofensas homofóbicas durante o ataque.
Os comerciantes da região negam a versão e alegam que houve agressão por parte dos turistas. A Polícia Civil informou que 14 pessoas já foram identificadas e que o inquérito segue em andamento. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou que os envolvidos serão responsabilizados e pediu desculpas públicas às vítimas.
A delegada-geral adjunta da Polícia Civil, Beatriz Leite, informou que equipes estiveram no local colhendo imagens e depoimentos. Novas informações só serão divulgadas após a conclusão das investigações.
Em entrevista coletiva, a Polícia Militar afirmou que tomou conhecimento do caso apenas após o registro da ocorrência. O subcomandante da corporação, coronel Ricardo Lopes, declarou que o policiamento na região foi reforçado, embora já houvesse presença policial antes do episódio.
A Secretaria de Defesa Social (SDS) também anunciou medidas adicionais, como o aumento do efetivo policial durante o mês de janeiro de 2026, além da intensificação de ações integradas com a Guarda Municipal, o Controle Urbano e o Procon. A prefeitura informou ainda que irá intensificar a fiscalização contra práticas irregulares, como venda casada, cobrança abusiva e atuação de flanelinhas.



